23 de janeiro de 2010

Textinho de Arnaldo Jabor, que recebi de uma amiga e adorei!
Se encaixa perfeitamente em tudo que estou passando, pensando e vivendo...

Estamos com fome de amor


Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!


Arnaldo Jabor

21 de novembro de 2009

Beleza que me cerca e me inspira...






19 de novembro de 2009

A melhor refeição do mundo!!!

Esses dias me peguei com uma sensação estranha de dor no peito, uma dor apertada que parecia me envolver como uma sucuri envolve a sua presa, me causando intensa falta de ar e anseio de algo que não sabia dizer ao certo o que era... Tais sensações ainda estão fazendo parte do meu cotidiano. Tão esquisito sentir-me assim. Penso que é assim que os esquizofrênicos sentem-se em suas crises. Com uma vontade de gritar ao mundo, reclamando as injustiças e as magoas do meu peito, acabei sublimando e reprimindo tais sentimentos e me vendo em frente ao PC, lendo Florbela Espanca, revezando com textos de Lacan e escrevendo esse texto pra tentar aliviar minha dor. Me agarro às coisas boas e pessoas maravilhosas que me aconteceram e me apareceram até aqui, mas algo me faz pensar nos sofrimentos, vasos quebrados e flores mortas... A beleza das notas musicais parece não me encantar, adentrando por meus ouvidos como um insulto a minha dor.
O que fazer nessas horas? Meu sorriso permanente deu lugar a olhos rasos d’água e um desejo de fechá-los para os erros da humanidade, tornando-me a maior militante do grupo dos alienados. No entanto, clama em mim, mesmo que desafinado e num volume tão baixo, que o barulho dentro de mim quase não me deixa ouvir, um grito por VIDA, por LUZ, BELEZA, e mais que isso, por: AMOR. Amor em sua forma mais pura, sem preconceitos, sem restrições, que não tem vergonha de abraçar, de beijar, de chamar de flor, bem, mô, xuxu. Amor pelo sol, pela lua, pelo mar, por cada criatura e matéria que transpire vida ao meu redor. Um amor tão descarado e atrevido que pode ser compartilhado apenas por um olhar, que se espalha no vento como um perfume, que rompa barreiras entre cor, sexo, classe social, idade, opção sexual. Que seja capaz de contemplar um clamor por vida nas situações mais degradantes, e de perceber a beleza da diferença.
Tão lindo olhar o sorriso de uma criança brincando distraída com sua própria sombra. E ao mesmo tempo, tão lindo contemplar as rugas no rosto de um velhinho e ficar tentando imaginar as histórias por trás dos caminhos traçados em seu rosto.
Sinto tanta vida dentro de mim que agora penso em fazer uma refeição. Um prato de estrelas, conchas do mar e uma lua cheia poderia servir-me como entrada. Como prato principal, beijos apaixonados e abraços apertados em quem mais amo. Para beber, lágrimas de felicidade. E como sobremesa, gargalhadas infantis, regadas com calda de chocolate.
É isso! Se essa dor persistir e tentar tirar de mim a capacidade de ver as belezas do universo, abasteço-me com a melhor refeição do mundo e saio sem rumo para compartilhar minha descoberta...

8 de novembro de 2009

Saudades...



[Dedicado a galera do EREP e do ENABRAPSO]

Como definir a saudade?!?

Ela é a falta de algo que nos fez bem? De um cheiro, um som. um rosto, um abraço?
Ela é a dor da espera por algo que foi bom e queremos que volte???
É uma mistura de perda, distância e amor?
Creio que é algo indefinível, mas que quando sentido queima no peito e me traz uma dor insuportável e que nada acalenta...
Não gosto de sentir saudades... Mas gosto das lembranças que ela me faz reviver...
Cada abraço, cada novo amigo, EREPiano, ABRAPSiano ou apenas humano, encontrado pelo mundo afora, cada sorriso e loucura, frases repetitivas que ficam impregnadas na mente... Tudo isso me traz saudades, uma dor apertada que me faz ter vontade de voltar no tempo e reencontrar-me com tais seres e momentos...
Certas pessoas tem o dom de nos absorver em tão pouco tempo, que nos marcam mais do que outras que estão ao nosso lado o tempo todo e muitas vezes não fazem a menor falta. Essas pessoas tem estrelas no lugar dos olhos e flores no lugar da voz. Sabem o valor de um abraço e a saudade que a ausência delas provoca.

Só posso concordar com Clarice:

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."

[Clarice Lispector]

E para você? O que é a saudade???

Tentativa de auto-definição

Copiado do blog antigo =]

Emanuella Kelly, nascida no dia 25 de dezembro de 1989, na cidade de Campina Grande-PB.
Estou achando isso muito formal ;P Vou tentar me descrever da minha maneira, na minha linguagem...
Me chamo Emanuella, nasci em Campina Grande, mas logo fui morar em Esperança, uma cidadezinha perto de Campina. Atualmente, por causa dos meus estudos {curso Psicologia na UEPB-Campina Grande}, estou me dividindo entre as duas cidade: Big Camp e Hope city =D
Me defino como "uma metamorfose ambulante", expressão meio clichê e já gasta, mas é a mais exata e fiel para me definir. Inconstante... O que penso hoje não é igual ao que pensarei amanhã. Tenho convicções e princípios que podem mudar sem aviso prévio de uma forma esmagadora. Elétrica e pensativa. Paciente e ansiosa. Mulher e criança.Normal e neurótica.
Sou um misto de contrários.
A cada dia vou me conhecendo e me transformando.

Sejam bem-vindos ao meu blog e sintam-se convidados a acompanhar essas mudanças e transformações...

Beijo pra quem for de beijo e abraço pra quem for de abraço =**

Início ou reinício?!?

Olá pessoas!! Tive uma vida curta de bloggeira...
Mas agora tô voltando e vou tentar compartilhar mais emoções com vcs...

Nome de blog esquisito esse meu neh?!? Mas foi uma idéia tosca de um domingo onde tudo que eu via era lindo mesmo estando doente, de que? Dor de barriga!!! Rsrsrsrsrs... E creio que essa é a graça da vida: Ver beleza onde tudo ao seu redor está se acabando em merd...

Espero que gostem dos meus posts... Vou tentar postar ao menos nos fds!!!

Bjos!!!
Dessa vez vou tentar cumprir meus objetivos e encher isso aqui de poesia!!!